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Briga de Gigantes nos Calçados: marcas esportivas globais pedem fim de taxa Anti-Dumping

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08:30
19/10/2010


iLanosLaces

Sampa

Admin

posts 238

1

SÃO PAULO – As barreiras comerciais impostas para brecar a importação
maciça de calçados chineses provocaram um racha entre os produtores no
Brasil. Nove grandes fabricantes mundiais de material esportivo
anunciaram nesta sexta-feira a criação do Movimento Para Livre Escolha
(Move), para pedir o fim da tarifa extra (hoje de US$ 13,85 por par) que
vigora desde setembro do ano passado e vale para qualquer tipo de
calçado. A iniciativa – que junta Adidas, Nike, Puma, Reebok,
Alpargatas, Asics, Cambuci, New Balance e Skechers – se contrapõe à
posição da Abicalçados, associação que reúne sete mil fabricantes
brasileiros. Foi da associação a proposta para que o governo fixasse
limites a importações da China.

Como apenas Alpargatas e Cambuci (dona da marca Penalti) têm
produção própria no país (as outras têm parte da fabricação
terceirizada), o Move quer que o governo federal desenvolva uma política
industrial para os chamados calçados de alta performance – usados, por
exemplo, na prática de esportes. Como contrapartida, prometem investir
na produção no Brasil.

- Queremos contribuir para a modernização da indústria de
calçados esportivos no Brasil e para que o país tenha um parque
industrial sustentável e com capacidade de exportar produtos de alta
tecnologia – disse o secretário-executivo do Move, Gumercindo Moraes
Neto, que já passou por Alpargatas e Azaléia.

Saiba mais:
No Brasil, subsídio a marcas de material esportivo é o mercado interno, diz secretário de Comércio Exterior

'Made in' China, mas comprado do Vietnã
No
início do mês, Moraes Neto teve uma primeira conversa com representantes
da Casa Civil e do Ministério de Desenvolvimento. A proposta colocada
na mesa é que o governo repita o que foi feito com a indústria
automobilística, com a adoção de incentivos fiscais e crédito
facilitado. Em outro movimento, as empresas encomendaram à consultoria
Deloitte um estudo sobre o setor, com previsão de investimento e de
geração de emprego com as novas fábricas, para ser entregue ao governo.
Pelos dados de Moraes Neto, somente as nove empresas ligadas ao Move
movimentaram R$ 4,2 bilhões em 2009 e pagaram R$ 800 milhões em
impostos.

Para o presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, toda essa
movimentação do Move não passa de uma estratégia para desviar a atenção
do governo em relação a investigações sobre a prática ilegal de usar
terceiros países para burlar a barreira a produtos da China. Por essa
estratégia de triangulação, as empresas declarariam trazer o produto
chinês de países como Indonésia, Vietnã e Malásia.

- O assunto (a adoção de barreiras) está liquidado desde o ano
passado. Essas marcas estão tentando confundir o governo sobre a prática
de fraude fiscal – disse Cardoso, que também preside a Vulcabras.

Maior fabricante de calçados do país, a Vulcabras emprega 50 mil
trabalhadores e tem como carro-chefe a marca Olympikus. Por essa razão,
Cardoso diz considerar "natural" as acusações de que foi o maior
beneficiado pela lei antidumping.

Cardoso contesta os argumentos do Move e afirma que é evidente a
prática de triangulação. Ele acusa os exportadores da China de
utilizarem três mecanismos para fraudar o sistema antidumping do Brasil:
a falsificação de documentos de origem; a montagem de calçados em
terceiros países a partir de componentes produzidos na China, sem a
observação de conteúdo mínimo nacional; e a importação direta de
calçados desmontados para serem finalizados no Brasil.

- Quando o governo implantou a alíquota, houve inúmeros pedidos
de revisão, mas todos negados pelo Judiciário. O governo passou a
investigar o setor por conta da triangulação, que, com medo, lançou
agora esse movimento – afirmou Cardoso.

Moraes Neto, do Move, nega que as empresas estejam burlando a
taxação utilizando a triangulação. Segundo ele, as empresas já pagam uma
tarifa de 35% para trazer os produtos para o Brasil e a triangulação
ainda não foi regulamentada no país. O Move está pedindo ao governo que
investigue melhor os casos de irregularidade e utilize critérios
técnicos para acusar as empresas.

- Queremos clareza nos processos de investigação e o direito de as empresas se defenderem – afirmou o executivo do Move.

Para o professor de economia internacional da Fundação Getulio
Vargas (FGV), Ernesto Lozardo, a criação de barreiras foi a a única
forma de o governo brasileiro manter a sobrevida da indústria calçadista
nacional. Ele ressalta, no entanto, que medidas protecionistas desse
tipo prejudicam o consumidor, que acaba pagando mais pelo produto
importado. Ainda segundo Lozardo, o governo deveria criar uma política
própria para o setor, com mais financiamento para a modernização
constante do parque industrial.

- O Brasil ainda não está preparado para competir nesse setor.

 

fonte:

http://oglobo.globo.com/econom…..802578.asp

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22:12
19/10/2010


Lutz

Rio de Janeiro

Member

posts 136

2

Será que isso pega nos modelos de Skate!? Eu não notei uma mudança de preço em SBs por exemplos.

Mas as chuteiras sim, houve um certo bump…

 

Enfim vamo ver, isso ae é briga de cachorro grande…

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